terça-feira, 24 de julho de 2012

VALE


GOVERNO E VALE FAZEM ACERTO SOBRE ROYALTY DA MINERAÇÃO.
Departamento Nacional de Produção Mineral cobrava R$ 4,8 bilhões, mas presidente da mineradora não revelou qual o valor da compensação



A Vale e o Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) concluíram as negociações sobre o pagamento de royalties que o órgão cobra da mineradora, disse nesta quarta-feira o secretário de Geologia e Mineração do Ministério de Minas e Energia, Cláudio Scliar, logo após a Reuters divulgar a informação por outras fontes.


O secretário não entrou em detalhes sobre o valor acertado, ao falar rapidamente a jornalistas no Ministério de Minas e Energia. Mas uma fonte do governo disse mais cedo à Reuters que o valor pode chegar a R$ 4,5 bilhões.

"O grupo de trabalho para a definição desta cobrança acabou", disse a fonte do governo que pediu para não ser identificada. "Procuramos fazer o que manda a legislação; não podemos negociar com dinheiro público", acrescentou.

O valor acertado para o pagamento pela Vale, segundo essa fonte, ficou entre R$ 4 bilhões e R$ 4,5 bilhões, um valor acima do que esperava o mercado, mas abaixo do valor das cobranças totais do DNPM sobre a Vale, de US$ 4,7 bilhões, segundo a própria Vale discriminou em relatório financeiro no passado.

A fonte disse que não poderia fornecer o valor exato.

As ações da Vale aprofundaram moderadamente a queda após a publicação da reportagem da Reuters. Estavam caindo 0,13%, às 16h34, e fecharam em baixa de 0,36%, enquanto o Ibovespa fechou em alta de 1,25%.
O centro da disputa com o DNPM é a base de cálculo da Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (CFEM), royalty que incide sobre o faturamento das mineradoras.

O governo cobra descontos realizados pela empresa no recolhimento do royalty ao longo das últimas décadas, como gastos com transporte e seguro, entre outros valores decorrentes de divergências provocadas pela lei do setor, cheia de brechas.

Em dias
Caberia à Vale apresentar o resultado das negociações a seu Conselho de Administração.
O presidente da Vale, Murilo Ferreira, desconversou sobre o assunto ao chegar para uma reunião no Ministério dos Transportes, nesta quarta-feira.
"O DNPM não está em greve? O DNPM está em greve. Quando eles terminarem a gente vai conversar", disse Ferreira em tom de ironia ao ser questionado por jornalistas.
Questionado se o valor ficou mais próximo do que a Vale queria ou se mais perto do que o governo desejava, ele afirmou: "Ficou mais perto do que é o real".
Indagado sobre o que seria o valor real, ele acrescentou: "Não sei. A pessoa na minha idade já fica esquecida".

No último dia 5, Ferreira afirmou que a decisão sairia em alguns dias.
Após a decisão final dos acionistas da Vale, o tema deverá ser encerrado pelo ministro de Minas e Energia, Edson Lobão, segundo a fonte.

Para um analista de banco que acompanha o assunto, o mercado não espera um pagamento acima de R$ 2 bilhões e ainda aguarda uma decisão mais favorável à mineradora.
"Já ouvi que a Vale teria de pagar R$ 4 bilhões, mas isso não faria sentido... já ocorreram acordos semelhantes no passado e houve flexibilidade para reduzir à metade esses valores", disse o especialista, pedindo anonimato.

Depois de longa luta na Justiça e de processos que chegaram a ameaçar os direitos de exploração da Vale em Carajás, onde estão suas maiores minas, as duas partes formaram um grupo de trabalho em meados no ano passado com o objetivo de chegar a um entendimento sobre o pagamento da CFEM, atendendo a um pedido da presidente Dilma Rousseff.
O DNPM argumenta que os valores do minério de ferro que devem servir de base para o recolhimento do imposto têm de refletir o preço final, vendido, na maioria das vezes, no exterior.

Mas a Vale, segundo o órgão, apresentava valores do produto comercializado entre subsidiárias e clientes, internamente, mais barato.
(Por Sabrina Lorenzi - com reportagem adicional de Jeferson Ribeiro e Leonardo Goy, em Brasília; edição de Roberto Samora)
PRODUÇÃO DE MINÉRIO DE FERRO DA VALE SOBE 15% NO 2º TRIMineradora anuncia que produção de 80,5 milhões de toneladas é recorde para o período
A produção de minério de ferro da Vale no segundo trimestre do ano atingiu 80,542 milhões de toneladas, uma recuperação de 15,1% em relação a janeiro e março deste ano, quando a produção da mineradora teve um impacto negativo pelo forte período de chuvas.
A Vale também divulgou em comunicado nesta quarta-feira que a produção de abril a junho foi recorde para um segundo trimestre. No mesmo período do ano passado, o volume de minério de ferro produzido ficou em 80,257 milhões de toneladas.

A companhia informou ainda que a produção de minério em Carajás alcançou 27,4 milhões de toneladas no segundo trimestre, aumento de 26% sobre o trimestre anterior e alta de 5,2% em relação a igual período de 2011.

No mesmo período, a produção de pelotas atingiu 14,256 milhões de toneladas, aumento de 12,3% ante o trimestre anterior. A de carvão subiu 5%, para 2,467 milhões de toneladas; a de níquel recuou 3,6%, para 61 mil toneladas; e a de cobre caiu 4,4%, para 70 mil toneladas, na mesma base comparativa.

VALE  ELEVA  PRODUÇÃO  DE  MINÉRIO  DE  FERRO  2º TRI, DIZEM BANCOS
Nível deve voltar ao registrado antes das chuvas que interromperam operações e embarques

A Vale divulga na quarta-feira o relatório de produção do segundo trimestre no qual deverá exibir maiores volumes de extração de minério de ferro, retomando patamares registrados antes das chuvas que interromperam operações de algumas minas da companhia e afetaram os embarques do primeiro trimestre.
A maior produtora de minério de ferro do mundo deve anunciar ainda aumento na produção de cobre e níquel, de acordo com previsões de bancos que acompanham a mineradora.
A produção de minério de ferro da Vale deverá ser da ordem de 80 milhões de toneladas, cerca de 15% maior em relação à quantidade obtida no primeiro trimestre e 5% acima do que alcançou no mesmo período de 2011, disse o Citibank em relatório a clientes.
O Goldman Sachs estima que a Vale produzirá cerca de 73 milhões toneladas de minério de ferro sem considerar a produção da Samarco, na qual a Vale detém participação de 50%, em parceria com a australiana BHP.

Dos quase 70 milhões de toneladas que a Vale produziu no primeiro trimestre do ano, 2,5 milhões de toneladas foram atribuídos à parcela da mineradora brasileira na Samarco.
"Nós esperamos um preço médio de US$ 112 por tonelada, ligeiramente melhor do que US$ 109 por tonelada do último trimestre, com base no menor frete/custos de combustível", afirmam Alexander Hacking e Thiago Ojea, que assinam o relatório do Citi.
O banco prevê ainda alta de 10% na produção de níquel em relação ao trimestre anterior e de 23% em comparação ao mesmo período de 2011. A estimativa, de 69 mil toneladas, é a mesma realizada pelo Goldman Sachs, segundo afirmou o banco à Reuters.
O Citi afirma que a produção da Vale Inco está agora totalmente recuperada dos impactos da greve, mas ressalva que a rentabilidade continua oscilando devido aos preços fracos do níquel no mercado internacional.

O aumento na produção de cobre também será de dois dígitos, de acordo com o Citibank: 13% no trimestre e de 31% em relação ao segundo trimestre do ano passado, considerando uma produção de 82 mil toneladas.

De acordo com o JP Morgan, o aumento no volume de produção da Vale deve ser o principal impulso para a melhora dos resultados que companhia apresentará na próxima semana, dia 25.
"O resultado deve apresentar uma melhora sequencial impulsionada principalmente por melhores volumes de minério de ferro, cobre e níquel, já que o primeiro foi afetado pelas chuvas... Os preços devem ficar estáveis ou levemente pra baixo, porém no geral as margens devem ver alguma melhora", afirma o banco em relatório a clientes.

Apesar de reduzir estimativas de preços do minério de ferro para os próximos anos, o JP Morgan mantém recomendação de compra dos papéis da mineradoras a investidores.
"Nesse cenário de incertezas que a economia global se encontra, recomendamos aos investidores a cautela e buscar empresas que tenham baixo custo em commodities e forte oferta de matéria. Dessa forma, a Vale permanece como nossa preferência no setor", afirmam Rodolfo de Angele e Lucas Ferreira em relatório a clientes do banco.

O banco reduziu em 7, 10 e 4% as estimativas de preços para o minério de ferro nos próximos três anos, para 138 dólares em 2012; 135 dólares em 2013 e 120 dólares em 2014.

HSBC ELEVA RECOMENDAÇÃO DA VALE PARA "ACIMA DO MERCADO"
Equipe do HSBC acredita que o aumento da oferta de minério de ferro pode ser adiado, elevando a expectativa de preço a médio prazo
Leia mais:
O HSBC elevou hoje a recomendação das ações da Vale de neutro para “acima do mercado” (overweight), e aumentou o preço alvo do ADR (ações de companhia estrangeiras negociadas no mercado americano) da empresa de US$ 22 para US$ 24,50. O banco informou que realizou a mudança por perceber um perfil positivo para a Vale, além de outros motivos.
Apesar de a China, principal mercado consumidor de minério de ferro, ter apresentado dados macroeconômicos fracos e o ruído em torno da crise da dívida europeia, os preços de minério de ferro têm se mantido estáveis. Os analistas do HSBC acreditam ainda que os indicadores da China, que inclui o PIB do país, devem melhorar a partir do segundo semestre.

Além disso, a equipe de commodity do HSBC acredita que o aumento da oferta de minério de ferro pode ser adiado e, desta forma, elevou a expectativa de preço a médio prazo.

O consenso para corte de ganhos, os quais o HSBC citou como risco quando rebaixou a recomendação da Vale, se materializaram e devem acabar após o resultado fraco do primeiro semestre e das revisões em baixa para o ano.

A avaliação entre preço da ação e retorno da empresa (valuation) continua a ser atrativa, na opinião do HSBC, e os 6% de retorno por dividendos devem ser sustentável ao longo dos próximos anos.


PETROBRAS E VALE SOMAM-SE A BERNANKE E BOVESPA SOBE
Ações de Petrobras e Vale sobem perto do final do dia e ajudam índice a avançar 1,25%
A Bovespa acompanhou o bom humor externo e conseguiu engatar a segunda alta seguida e voltar para os 54 mil pontos nesta quarta-feira. Mais uma vez foi o presidente do Federal Reserve (Fed, Banco Central dos EUA), Ben Bernanke, que trouxe o alento para os negócios, ao reiterar que, se necessário, irá adotar novos estímulos econômicos para o país.


Perto do fechamento, a melhora das ações da Petrobras e da Vale, que operaram em queda durante quase todo o pregão, ajudou a Bolsa a ampliar os ganhos. Já o Livro Bege, divulgado no início da tarde, ratificou o que já vinha sendo dito, que a economia norte-americana se expandiu a um ritmo moderado em junho e no começo de julho, mas o mercado de mão de obra mostrou um crescimento apenas "morno" nos EUA.

Com isso, o Ibovespa encerrou com valorização de 1,25%, aos 54.583,13 pontos. Na mínima, o índice atingiu 53.551 pontos (-0,66%) e, na máxima, 54.588 pontos (+1,26). No mês, a Bolsa conseguiu voltar para o campo positivo (+0,42%), mas, no ano, ainda tem queda de 3,83%. O giro financeiro limitou-se a R$ 4,883 bilhões.

O operador de uma corretora paulista observou que o chairman do Fed não disse nada de diferente, mas ponderou que nesta quarta-feira o mercado está num dia "bom". "Ele (Bernanke) não falou nada de diferente. O mercado tem um dia bom e um mau, hoje ele estava num dia bom", brincou, ressaltando ainda que em algum momento deve haver uma "enxurrada de dinheiro" para a Bolsa. "O nosso charme era o juro, agora o juro está baixo e o investidor vai buscar algo mais rentável", disse o profissional.

Por aqui, as ações da Petrobras conseguiram virar no final. O papel ON subiu 0,05% e o PN ganhou 0,42%. Na Nymex, o contrato de petróleo com vencimento em agosto encerrou com valorização de 0,73%, a US$ 89,87 por barril, com os investidores ignorando os dados de estoques comerciais da commodity nos EUA e dando atenção a questões sazonais e fatores geopolíticos.

Vale fechou sem direção única. A ação ON subiu 0,13% e a PNA perdeu 0,36%. Os papéis refletiram a aprovação, na terça-feira, da Medida Provisória (MP) que altera a forma de cálculo da Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (CFEM), conhecida como os royalties da mineração. Na prática, o artigo aprovado na Câmara representa um aumento do imposto cobrado das mineradoras. Por outro lado, a expectativa para o relatório de produção da mineradora no segundo trimestre, que será divulgado logo após o fechamento do pregão, é positiva, já que deve apontar crescimento no período.

O destaque de queda do índice foi a Oi PN (-4,48%), seguida de TIM ON (-2,77%), Trasmissão Paulista PN (-2,29%) e Oi ON (-2,24%). As ações das empresas de telefonia refletiram a notícia de que a Anatel tomará nesta quarta-feira medidas duras que incluem suspensão de vendas de linhas da TIM, Oi e Claro. Já o lado positivo foi liderado por Banco do Brasil (+6,98%).

Em Nova York, o índice Dow Jones fechou com ganho de 0,81%, o S&P 500 subiu 0,67% e o Nasdaq, +1,12%.
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quarta-feira, 18 de julho de 2012

300 MILHOES APENAS DE REPASSES FEDERAIS – CADE TODO ESTE DINHEIRO?


Parauapebas recebeu mais de R$ 300 milhões em 2011  
Dinheiro é referente a repasses federais e ao maior superávit comercial do ano. Este valor não inclui os repasses da VALE e as receitas de ISS e outras. Apenas repasses vinculados.

Não é preciso ser economista, contador ou advogado. Basta ser cidadão para concluir que as contas não fecham. É impossível uma administração receber tantos recursos e entregar tão pouco a comunidade. Nem uma UTI  de Hemodiálise, nada.

EVANDRO CORRÊASucursal Sul e Sudeste do Pará
O município de Parauapebas, no sudeste do Pará, recebeu do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), de janeiro a novembro de 2011, R$ 39.454.245,56 (trinta e nove milhões, quatrocentos e cinqüenta e quatro mil, duzentos e quarenta e cinco reais e cinqüenta e seis centavos). O maior repasse ocorreu em maio, quando foi repassado ao município mais de 4 milhões de reais. No mesmo período, o município recebeu R$ 49.465. 935, 56, destinados à educação e R$ 16.113.604, 79 para a saúde. No total, o Governo Federal repassou à administração do petista Darci Lermen em 2011, a cifra de R$ 330.984.450,16 (trezentos e trinta milhões, novecentos e oitenta e quatro mil, quatrocentos e cinqüenta reais e dezesseis centavos).
Por outro lado, Parauapebas registrou o maior superávit nacional no ano passado. De janeiro a novembro de 2011, 2.373 municípios brasileiros realizaram operações de comércio exterior. Parauapebas-PA (US$ 10,655 bilhões) teve o maior superávit entre as localidades brasileiras, seguido por Angra dos Reis (US$ 9,594 bilhões), Nova Lima-MG (US$ 4,157 bilhões), Anchieta-ES (US$ 3,719 bilhões) e Itabira-MG (US$ 3,297 bilhões).

Angra dos Reis-RJ foi o município que registrou a maior exportação no período (US$ 12,78 bilhões). Na seqüência os que mais exportaram, entre janeiro e novembro deste ano, aparecem: Parauapebas-PA (US$ 10,933 bilhões), São Paulo-SP (US$ 8,15 bilhões), Rio de Janeiro-RJ (US$ 5,926 bilhão) e Santos-SP (US$ 4,861 bilhões).Na lista dos municípios que mais importaram no período, estão: São Paulo-SP (US$ 13,672 bilhões), Manaus-AM (US$ 11,957 bilhões), São Sebastião-SP (US$ 8,208 bilhões), Rio de Janeiro-RJ (US$ 6,648 bilhões) e Itajaí-SC (US$ 6,223 bilhões).

Então, o que fazemos, sociedade civil organizada. Cadê os cidadãos que trabalham e lutam por uma vida melhor. De quem é seu voto. Vai apenas vende-lo e depois arrepender por mais quatro anos? Nunca tivemos uma oportunidade melhor em Parauapebas, para mudar este estado de coisas. Temos candidatos viáveis, temos a LEI DA TRANSPARENCIA e temos agora os primeiros cidadãos nascidos aqui e que amam esta cidade. Não podemos mais, em mais uma eleição, manter os mesmos grupos de poder que nos últimos vinte anos acabaram com as possibilidades de desenvolvimento desta localidade. Guerreiros, vamos a luta, vamos modificar esta frente. Escolham seus candidatos com raiva, com vontade de mudar. Mas não cruzem os braços depois, vamos vigiar, criar uma oposição de verdade. Pergunto: cadê os políticos de Parauapebas, cadê os líderes, cadê os inteligentes? Próximo capitulo: uma quadrilha.

sábado, 14 de abril de 2012

POLITICOS, A CAMPANHA 2012 SERÁ UM RITO DE PASSAGEM PARA AS MELHORES CABEÇAS!

A EXCLUSIVA CONSULTORIA, seu especializado ESCRITÓRIO PARAENSE DE ESTUDOS POLITICOS e a agencia TARGET, estão prontos para a campanha 2012, em todos os perfis de cargos e candidatos. Agende sua visita.
Nosso modelo de gestão de campanha, gestão de imagem e dados, seguem parâmetros das melhores escolas e consultorias de marketing político.
Somos locais, com grande e especial conhecimento das reais demandas sociais, econômicas e de desenvolvimento regional. Não somos ligados a grupos e nem temos candidato.
Temos nossas opiniões lastreadas em dados e fatos. Nossos cálculos de possibilidades são baseados em modelos matemáticos e estatísticos. Sabemos quais candidatos tem potencial e quais serão figurantes nesta campanha.

A nova era da política profissional
Candidatos e grupos batem cabeça, uns a disfarçar seus acordos, outros na perplexidade de não terem trabalhado um plano ao longo dos anos, deixando tudo ao sabor dos noventa dias de campanha.
Diversos grupos orçaram serviços e incapazes de visão de longo alcance, hoje batem cabeça. Grupos contrataram consultorias do sul. Não terão privacidade ou novas idéias/desafios e não serão eleitos.


Perfis de possíveis candidatos:

Rui  Vassourinha.  A grande novidade política de Parauapebas. Tem futuro. Os grupos financiadores, ao ignorar este rapaz revelam a visão tosca e antiga da política local. Podemos com este garoto (33 anos, fundador do Manbol, suplente de deputado estadual) usufruir de uma mudança nos paradigmas da relação com VALE, da própria sociedade e da câmara dos vereadores. Foi sondado por Valmir da Integral para ser seu vice.
Coutinho ou Milton. Fortíssimos candidatos. Com a máquina nas mãos e no ritmo das obras e recursos, se a campanha for somente nos noventa dias, ganham. Tem a mobilização e a uniao do partido a seu favor. E a pasmaceira social, alem dos fortes e poderosos acordos políticos e financeiros. Seja qual for o candidato, o vice será do PMDB. Com a total impossibilidade legal de Bel Mesquita participar deste pleito, o nome será Joao Fontana. Não há alternativas.

Odilon. Ridícula idéia. Mesmo patrocinando o carnaval, emprestando dinheiro para a liga ou se oferecendo ao partido, jamais o  PMDB, dos fortíssimos Joao Fontana, Bel Mesquita, aceitariam este azarão. Não tem mística ou capacitação por ser caolho, não enxergar na direção da modernidade.
Massud. Este não tem valores e não se percebe. Canastrão por excelência não saberia nem o que fazer se prefeito. É candidato a eterno vereador como Juca. Daqui uns 20 anos talvez adquira maturidade para alianças e supere desavenças bestas com todos. Qual é o discurso deste vereador? O eterno debate do sim senhor, certo.
Chico das Cortinas, se trabalhar mais cinco anos, se candidatar a vereador para retomar  o sabor do povo, talvez tenha chance em 2020. Pessoalmente gosto e respeito muito este homem, até hoje o único que fez algo por esta cidade.
Valmir da integral. Na frente nas “pesquisas” que nunca sabemos quais os responsáveis, quais modelos ou métodos de análise, mas credenciado pela votação expressiva a deputado estadual. Não resiste a esta campanha e não acredito que a leve até o fim. Um governo Valmir da Integral será um caos para Parauapebas. Caracterizado por sua hesitação costumeira e ao instinto de se proteger  protelando decisões, estaria muito melhor numa aposentadoria digna, após tantos anos lutando para manter a famigerada Integral de pé. Secretários fortes fatiariam a prefeitura e a corrupção, os compromissos e a dividas serão duramente exponenciadas, levando o que resta da cidade ao caos.
Raimundo cabeludo e Claudio Almeida. Realmente não teremos  novidade nesta campanha. Todos aliados do PT num ou noutro momento da trajetória recente deste partido no poder, a perplexidade de reconhecer que NÃO HÁ OPOSIÇÃO EM PARAUAPEBAS não é tardia ou extemporânea. São  a multiplicidade de interesses, acordos, montanhas de dinheiro publico de ninguém e a rotatividade e não permanência de eleitores. Não se pode esperar nada mesmo destes dois. Uma campanha já é, em si, uma intervenção maluca nos assuntos e anseios desta cidade.


Sentimos falta de Faisal, de Adelson, de Joelma (mulheres), de lideranças do movimento social  e de jovens talentos preparados para mudar o paradigma de cidade de corruptos, ladrões, oportunista e aproveitadores. jovens ousados que alterem a superestrutura ideológica da comarca, devolvendo-a a empreendedores e empresas, retirando destes políticos irresponsáveis tamanha responsabilidade.
Mas como não combinamos com o povo, que são os donos dos votos, nada esta decidido e teoricamente todos tem possibilidade de assinar um orçamento anual de quase 600 milhões  de reais, ou cerca de 300 milhões de dólares. É pouco?



À IMAGEM DO CHEFE
Dilma começa a trocar o uniforme de gestora eficiente pela fantasia
de candidata simpática: o objetivo é se apropriar do estilo de Lula para

herdar parte de sua popularidade


Depois de ser derrotado em três eleições, Lula reapareceu com a imagem remodelada na eleição de 2002. Passou a usar ternos bem cortados, cuidou da aparência e, principalmente, deixou de lado o discurso radical que assustava parte do eleitorado. A ministra Dilma Rousseff, candidata do governo à Presidência, está no mesmo laboratório operando sua transformação. Nos sete anos de ministério, Dilma ficou conhecida pela austeridade, inclusive no trato com auxiliares e colegas, pela falta de tato político, o que já lhe rendeu brigas e desafetos dentro do próprio partido, o PT, e pela dificuldade em se comunicar. Parecem problemas intransponíveis para quem deseja enfrentar com a mínima possibilidade de êxito uma campanha eleitoral que promete ser uma das mais acirradas dos últimos anos. A metamorfose já mostra os primeiros sinais. Na semana passada, durante a inauguração dos estúdios de uma emissora de TV, Dilma brincou de atriz com o presidente Lula, que manejava uma câmera. Depois, em um jantar com parlamentares do PP, fez questão de ir à cozinha cumprimentar os funcionários da casa. Em outro evento, em São Paulo, abraçou e beijou catadores de lixo que participavam de uma feira de reciclagem. Por fim, a ministra, que nunca teve muita afinidade com questões ambientais, tem revelado inédita preocupação ecológica, a ponto de ser nomeada para chefiar a delegação brasileira que vai participar de uma conferência da ONU sobre o clima.

"Dilma está mais simpática, mais sorridente e consciente do que se deve fazer em uma campanha", afirma um membro de seu staff. Exemplo disso é que, há duas semanas, a ministra esteve em um almoço com (continua...)


O cenário político atual é emblemático para a compreensão do sucesso e do potencial que nossa empresa tem para o crescimento local, Carajás, Parauapebas, sul do Pará e VALE. Desde a primeira campanha da Meire Vaz que trabalhamos garimpando talentos para a política local. Já citamos em postagens anteriores as míticas figuras do Ney, do Evaldo da Opção, do Valmir da Integral, do Rui Vassourinha, todos elaborados e alimentados em nossos laboratórios. Nossos planos de marketing, de sustentação de imagem e gerenciamento de produto, rivalizam com qualquer consultoria de marketing estratégico. E estamos aqui, por anos e anos trabalhando e intervindo no crescimento social, econômico e sociológico da região. Somos a consultoria que realmente participou do desenvolvimento da cidade, das novas situações e arranjos de crescimento e desenvolvimento. Estamos no mercado há vinte anos, participando, construindo, reelaborando.



Somos da EXCLUSIVA CONSULTORIA. SOMOS ON DEMAND!































segunda-feira, 26 de março de 2012

POLITICOS, AS CONSULTORIAS LOCAIS PODEM FAZER MUITO POR VOCES. ACORDEM!

A EXCLUSIVA CONSULTORIA e seu ESCRITÓRIO PARAENSE DE ESTUDOS POLITICOS



Nosso modelo de gestão de campanha, gestão de imagem ou destruição, seguem parâmetros das melhores escolas do marketing político. E não precisamos estar no sul para sermos antenados. Com perfil definido na criação de imagens publicas e vencedoras aqui em Parauapebas e com planejamento de grandes políticos locais, nos habilitamos ao inédito trabalho baseado em decisivo conhecimento das especificidades locais. Leiam o que podemos e queremos fazer por vocês.

A reconstrução da ministra

O governo e os marqueteiros moldam o novo perfil de Dilma Rousseff
a ser apresentado aos eleitores: mineira, simpática, afável, de discurso
simples e antenada com temas ambientais


Montagem sobre foto Sergio Dutti/AE e Ed Ferreira/AE

À IMAGEM DO CHEFE
Dilma começa a trocar o uniforme de gestora eficiente pela fantasia
de candidata simpática: o objetivo é se apropriar do estilo de Lula para
herdar parte de sua popularidade

Depois de ser derrotado em três eleições, Lula reapareceu com a imagem remodelada na eleição de 2002. Passou a usar ternos bem cortados, cuidou da aparência e, principalmente, deixou de lado o discurso radical que assustava parte do eleitorado. A ministra Dilma Rousseff, candidata do governo à Presidência, está no mesmo laboratório operando sua transformação. Nos sete anos de ministério, Dilma ficou conhecida pela austeridade, inclusive no trato com auxiliares e colegas, pela falta de tato político, o que já lhe rendeu brigas e desafetos dentro do próprio partido, o PT, e pela dificuldade em se comunicar. Parecem problemas intransponíveis para quem deseja enfrentar com a mínima possibilidade de êxito uma campanha eleitoral que promete ser uma das mais acirradas dos últimos anos. A metamorfose já mostra os primeiros sinais. Na semana passada, durante a inauguração dos estúdios de uma emissora de TV, Dilma brincou de atriz com o presidente Lula, que manejava uma câmera. Depois, em um jantar com parlamentares do PP, fez questão de ir à cozinha cumprimentar os funcionários da casa. Em outro evento, em São Paulo, abraçou e beijou catadores de lixo que participavam de uma feira de reciclagem. Por fim, a ministra, que nunca teve muita afinidade com questões ambientais, tem revelado inédita preocupação ecológica, a ponto de ser nomeada para chefiar a delegação brasileira que vai participar de uma conferência da ONU sobre o clima.

"Dilma está mais simpática, mais sorridente e consciente do que se deve fazer em uma campanha", afirma um membro de seu staff. Exemplo disso é que, há duas semanas, a ministra esteve em um almoço com (continua...)

O cenário político atual é emblemático para a compreensão do sucesso e do potencial que nossa empresa tem para o crescimento local, Carajás, Parauapebas, sul do Pará e VALE. Desde a primeira campanha da Meire Vaz que trabalhamos garimpando talentos para a política local. Já citamos em postagens anteriores as míticas figuras do Ney, do Evaldo da Opção, do Valmir da Integral, do Rui Vassourinha, todos elaborados e alimentados em nossos laboratórios. Nossos planos de marketing, de sustentação de imagem e gerenciamento de produto, rivalizam com qualquer consultoria de marketing estratégico. E estamos aqui, por anos e anos trabalhando e intervindo no crescimento social, econômico e sociológico da região. Somos a consultoria que realmente participou do desenvolvimento da cidade, das novas situações e arranjos de crescimento e desenvolvimento. Estamos no mercado há vinte anos, participando, construindo, reelaborando. Somos da EXCLUSIVA CONSULTORIA. SOMOS ON DEMAND!

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

PEBAS, O NEGOCIO




Estas fotos ilustram minha participação como consultor de qualidade na certificação da Integral. Em recente, ao preparar material para a revista EXCLUSIVO! Que sairá em breve, revisando textos para o livro/estudo que faço sobre a Logística da VALE e sua relação com fornecedores e comunidades, deparo no capitulo INTEGRAL, com todas as anotações e reuniões para a certificação da referida empresa. Legal, hoje o que se diz é que não participamos de nada. Passo a publicar todas as etapas da nossa participação, sendo em parte, a antecipação deste livro sobre nossa maior parceira, a VALE.


INTEGRAL - RELAÇÕES PESSOAIS E COMERCIAIS DE PARAUAPEBAS E VALE
01 – RETROPECTIVA

Iniciei meus serviços para a Integral Indústria Mecânica ainda em 1993, quando mudei para o núcleo urbano de Carajás. Já havia anos antes trabalhado em Parauapebas, como secretário de Planejamento da Prefeitura Municipal e não conhecia esta empresa, a maior da cidade.
Numa manhã, após trocar uns dois telefonemas, recebi a visita do proprietário - Sr. Valmir, e seu principal supervisor o qual esqueci o nome. Os recebi no meu quarto. Sentaram na minha cama e então o Sr. Valmir me expôs o porque de sua visita explicitando seu problema. Ouvira falar de mim e queria meus serviços. Ali iniciaria uma amizade e uma relação de grande confiança e profundidade.

02 - OS PROBLEMAS
 
Há muito seu contrato com a CVRD estava dando prejuízos. Havia uns dois anos que ele perdia dinheiro e não tinha como resolver. Os contratos eram indexados em determinado conjunto de variáveis e se tornaram sem reajustes, enquanto os custos diários e reais, mais os cálculos mal feitos na formatação dos preços tornavam-se insuportáveis a medida que o tempo passava. Requisitei tais contratos mais os dados de custos previstos e os preços de insumos, salários, mercadorias reais para análise. Marcamos um novo encontro para dali uma semana. Os documentos foram-me entregues no mesmo dia a tarde e no sábado seguinte encontramos, eu, Sr. Valmir, sua esposa Célia e seu filho recém-nascido. Eu já tinha a análise da situação pronta que foi a seguinte:

A - o fator de correção inventado pelos burocratas da CVRD estava errado. Não se podia prever e corrigir uma inflação de preços brutal como aquela utilizando os índices propostos e impostos pela companhia,
B - os preços no orçamento estavam subestimados.
C - não foram levados em consideração por nenhuma das partes elementos macroeconômicos, que identifiquei e estudei e que mais tarde se tornaram caros para mim, por serem um diferencial de sobrevivência para tantas empreiteiras fortes no sul, mas que não resistiam e logo quebravam no norte tais como: logística de materiais e transporte, mão de obra, treinamento, identidade profissional, relações pessoais e de poder, corrupção e custos: materiais e transporte - compreendiam as aquisições e qualidade dos materiais exigidos e comprados dentro dos contratos para a prestação dos serviços.
Unicamente adquiridos no sul do país seus custos reais jamais se aproximavam dos orçamentos. A qualidade dos mesmos checadas apenas no momento da entrega muitas vezes deixava a desejar, isto mais de 1000 Km depois. E o transporte porque encareciam sobremaneira pelas estradas tremendamente mal conservadas e o frete muito caro da região. Mão de obra porque totalmente despreparada e pega a laço pela sua escassez. Muitas vezes levadas do sul ou do Maranhão, esbarravam na adaptação e na competição internas nas empresas. Treinamento, quando chegavam ao local dos serviços tudo era muito urgente, não sobrando tempo ou recursos para adaptá-las a realidade exportadora da CVRD, advindo desta realidade o retrabalho constante e os pesados custos das horas extras. Relações pessoais e de poder - os profissionais responsáveis pelas empreiteiras geralmente corruptos e incrivelmente mal preparados exigiam um esforço enorme dos empreiteiros nas suas relações pessoais e profissionais. Por outro lado os trabalhadores com pouco conhecimento das necessárias relações interpretavam as atitudes e maneiras como pontos de equilíbrio x desequilíbrio de seus patrões com seus particulares interesses de serem funcionários da CVRD. Talvez este fosse o maior conflito no canteiro de serviços. O diferencial de ser funcionário de empreiteira e ser funcionário da CVRD.

E finalmente os custos reais, porque vivíamos uma época que poucos brasileiros os conheciam e acredito que ainda hoje são poucos que os utilizam devidamente. Os custos, percebemos, podiam serem compostos deste um simples emprestar ou não uma ferramenta que forçavam uma parada nas horas normais e horas extras adicionais e não previstas por uma empreiteira até o retorno de uma alimentação mal preparada e não aceita no canteiro de obras, sendo que nada disso compunha este orçamento inicial ou nenhuma outra previsão quando da assinatura do contrato e suas condições draconianas, nunca questionadas.


03 - PRIMEIRAS SOLUÇÕES

Analisando as planilhas de despesas reais e as projetadas no orçamento, verificamos que a perda da empresa eram muito elevadas. O cliente nos informou que já havia investido nos contratos os bens a seguir: uma mansão em S. Luís, dois apartamentos em SP, dois veículos e mais alguns bens. Pleiteava o seguinte:
A - revisão global do contrato e compensação das perdas ou
B - revisão do contrato aos níveis de pelo menos o segundo colocado na licitação.

Que até então nem atenção para suas perdas tinha chamado. Os encarregados do seu contrato zombavam de suas análises e correção de seus cálculos e planilhas. Havia longos dois anos que ele insistia e insistia em reuniões atenção para o enorme problema social que estava sendo criado por falta de compreensão e de atitude da então maior mineradora do mundo.

Diante de tal quadro aconselhamos:
A - abandonar o contrato, pagar as multas e partir para outra
B - enfrentar a situação utilizando técnicas de psicologia aplicada a administração, princípios de Skinner e psicologia de negócios, amplamente utilizada por judeus com tanto sucesso pelo mundo afora.
Foi descartada a primeira hipótese. O cliente vinha se estabelecer definitivamente no Pará e queria, sobretudo trabalhar. Nesta altura eu não conhecia o enorme investimento dele na região. Passamos imediatamente a hipótese b, quando o instruímos a respeito do seu comportamento nas reuniões que ele marcaria apartir desta data. Nesta reunião acertamos o pagamento pelos serviços prestados.
Pedimos que identificasse o principal responsável pelo seu contrato, quantos se reuniam para decidir e seu posicionamento na mesa de reuniões. Todos os pontos seriam importantes. Fornecidos os detalhes pedimos que antes de entrar na sala de reuniões, se concentrasse profundamente em seus objetivos e fixasse sua atenção não no principal responsável, que seria relegado intencionalmente a segundo plano. Que se concentrasse no segundo ou terceiro e despejasse seus dados e insistência neles. Seu posicionamento seria de concentrar energias vitais. Intensa concentração no resultado.
Bastou mais duas reuniões para que a CVRD pela primeira vez em Carajás fizesse a revisão dos contratos com meu cliente a Integral Indústria Mecânica, a níveis do segundo colocado, isto confirmado pelo próprio Sr. Valmir tempos depois. Tal solução reforçou seu caixa por um tempo que não ficamos sabendo quando.

Surpreendemente aquele Sr., tão bom e interessado, desapareceu. Levou muito tempo até que eu voltasse a vê-lo ou ouvir falar nele. 

04 - CONSIDERAÇÕES PESSOAIS

Acho que aí começou meus erros profissionais. Mesmo a 40 km de onde eu morava, então em Carajás, nunca perguntei onde era a empresa ou seu telefone. Quando ele sumiu achei que tudo bem e pronto. Foi apenas o começo de minhas perdas como profissional e como empresário. Apenas o começo de perdas pelas quais pago até hoje.

05 - O REENCONTRO

Um ano depois, já morando em Parauapebas, vivendo somente de minha própria empresa, sofri o primeiro atentado contra minha vida. Muito só, já processando a CVRD, amigos comuns procurou este Sr., falando a respeito de minha situação. Nesta ocasião ele se tornou meu amigo verdadeiro, colocando a disposição uma mãe para cuidar de mim pois eu estava totalmente imobilizado na cama. Todos os dias me visitava levando alento. Sua esposa levava comida e produtos de limpeza. Quis ainda colocar seguranças e eu não aceitei. Contratou novamente meus serviços: diagnosticar suas perdas, criar um sistema de custos eficaz e treinar seu escalão principal. Seus gerentes, supervisores, ele, sua esposa e filho, preparando-os para a direção plena e técnica dos negócios.
Elaborei um plano de trabalho e submeti a sua apreciação.
A - seu pessoal seria ouvido diariamente, por 30 dias, visando em grupo encontrar os elementos ausentes na sua formação, a razão das perdas, o sistema gerencial empregado, os conflitos internos e os interesses, visando localizar e isolar as perdas,
B - a montagem do sistema de custos, sua documentação e aplicação prática
C - o treinamento em relações interpessoais, estatística, contabilidade, controle de materiais e psicologia do trabalho.
Os custos foram estabelecidos em R$50.000, baixados para R$25.000,00, em 05 pagamentos mensais e consecutivos.
Iniciamos os trabalhos em jun94, sendo completado os treinamentos em outubro do mesmo ano, envolvendo todo o pessoal programado. Um ambicioso treinamento em qualidade total foi implantado quando retomei os passos, na sede da empresa que durou mais três meses e só acabaria com meu diagnóstico final a respeito da substituição de todo o pessoal da supervisão e de um redirecionamento da gestão do meu cliente. Neste trabalho identificamos todas as manobras da CVRD para controlar a produtividade das empreiteiras, que iam desde o controle das ferramentas e sua utilização, até a interpretação das planilhas dos serviços prestados, as horas extras desnecessárias e altamente custosas e as tais medições dos serviços mensais.

Graves crises de caixa e de relações com a CVRD obrigaram a outros trabalhos para os quais não combinamos preços e que nunca deixaram de ser realizados por mim.
A - em setembro 94 meu cliente, profundamente imobilizador, não tinha mais recursos para pagamentos e iniciou-se uma profunda crise de recursos. Montei seu fluxo de caixa projetando-o para janeiro 95 e constatamos sua impossibilidade de inclusive pagar o 13º salário. Um contrato foi retirado e o outro já absolutamente não se pagava mais. Os recursos que entraram foram imobilizados em expansão da fábrica, na construção de galpões e em novas aquisições de insumos dentro de orçamentos já comprometidos em custos variáveis e medições mais produtividade fixas.
Diante da impossibilidade de honrar compromissos já assumidos e com a proposta de tocar contratos novos em fevereiro seguinte, sugerimos ao cliente que convocasse todos os fornecedores principais e expusesse as dificuldades, a não falência, os contratos já acertados e com datas certas de inicio no exercício seguinte e a extrema necessidade de apoio e que, a despeito de não poder pagar atualmente, que se mantivesse os fornecimentos para entrega do contrato atual. Neste momento o fundamental eram as refeições, o transporte, combustível, cimento e peças. Todos os fornecedores foram convocados para uma reunião, em torno de quinze locais. Os de outros estados, me encarreguei pessoalmente de negociar: Fortaleza, BH, etc., via telefone.
Desta reunião, apenas um fornecedor não aceitou e protestou toda a dívida. Todos os outros concordaram em financiar e prorrogar prazos com meu cliente.

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