Mostrando postagens com marcador argentina. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador argentina. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 5 de novembro de 2019

Perón, volver!


Macri e Alberto Fernández se reúnem para coordenar transição
A posse de Fernández será no dia 10 de dezembro
Publicado em 04/11/2019 - 10:36
Por Marieta Cazarré - Repórter da Agência Brasil Montevidéu






Mauricio Macri e Alberto Fernández, o atual e o futuro presidente da Argentina, reúnem-se hoje (4)  à tarde para dar sequência aos trabalhos de transição do governo, iniciados na semana passada, após a vitória de Fernández em primeiro turno.

Segunda-feira, dia 28,  eles participaram de café da manhã na Quinta de Olivos, residência do presidente argentino. Hoje, Macri deve fazer um balanço dos resultados do seu mandato e ressaltar seu papel de principal opositor do governo de Fernández. A coalizão de Macri, Juntos por el Cambio (Juntos pela Mudança, em tradução livre), é a segunda força política do país, com eleitos em 4 distritos e dezenas de prefeituras.

Nas eleições do dia 27 de outubro, a chapa Mauricio Macri - Miguel Pichetto recebeu 40,38% dos votos, contra os 48,1% da coalizão Frente de Todos, composta por Fernández e Cristina Kirchner.

A reunião de hoje será no Centro Cultural Kirchner, situado no antigo palácio sede do Correio Central de Buenos Aires. O centro cultural é frequentemente usado pelo governo de Mauricio Macri para receber ministros, secretários e outras autoridades.

Além do encontro de hoje, estão previstas diversas reuniões durante a semana, entre Macri e sua equipe, para realizar o balanço final da gestão de cada área e organizar a transição entre os governos. A posse de Fernández será no dia 10 de dezembro.
Edição: José Romildo

sábado, 5 de dezembro de 2015

Aproximação estratégica

'Argentina e Brasil devem estar mais unidos do que nunca', diz Macri a empresários na Fiesp
Patrícia Dichtchekenian | São Paulo - 04/12/2015 - 15h22
A dias de tomar posse na Argentina e horas depois de visitar Dilma em Brasília, presidente eleito busca atrair interesse de empresariado brasileiro em SP
  



Poucas horas após Maurício Macri visitar em Brasília a presidente brasileira, Dilma Rousseff, o presidente eleito da Argentina almoçou nesta sexta-feira (04/12) com Paulo Skaf, presidente da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo).

O encontro aconteceu na sede do órgão, na Avenida Paulista, e teve a presença de 145 empresários brasileiros, segundo a Fiesp.
Agência Efe

Mauricio Macri, presidente eleito argentino, em entrevista coletiva à imprensa em Brasília nesta sexta-feira (04/12)

A vinda de Macri representa uma tentativa da futura administração argentina de atrair investimentos estrangeiros, principalmente o interesse de empresários brasileiros, com quem Buenos Aires tem relações comerciais estreitas. No encontro, ele pediu pelo término das travas comerciais entre os dois países.


Perante os empresários, Macri destacou a importância de gerar empregos na Argentina e expressou desejo de estreitar relações com as indústrias brasileiras com base na "confiança" e "previsibiidade".

"Nessa nova etapa, temos um desafio estrutural: criar empregos. Na Argentina, estamos maduros agora para um caminho de desenvolvimento de iniciativas que gerem novos trabalhos", afirmou o presidente eleito. "Neste governo, quero apoiar todo o espírito empreendedor do pais", acrescentou.

Segundo Macri, em seu encontro com Dilma pela manhã, ele disse que a mandatária prometera um "reencontro o mais rápido possível para impulsionar a integração" bilateral.


"Juntos, Argentina e Brasil devem estar mais unidos do que nunca", disse o futuro chefe de Estado argentino.
 

Por sua vez, Skaf demonstrou contentamento com a vitória do líder da coalizão conservadora Cambiemos, condecorando-o com o Mérito industrial de São Paulo.

"A visão do presidente é a nossa visão: de modernidade, de economia liberal, de agilidade. Por essas razões, é uma honra recebê-lo", disse o presidente da Fiesp a Macri. "A sua vitória é um novo sinal de modernidade e inicia um novo ciclo em nosso continente". Figura do neoliberalismo argentino, Macri venceu no dia 22 de novembro o candidato apoiado por Cristina Kirchner, Daniel Scioli, colocando fim a 12 anos de kircherismo em um segundo turno inédito na história do país. Ele tomará posse na próxima quinta-feira (10/12) à frente da Casa Rosada.


Encontro no Planalto

Em sua primeira viagem oficial ao exterior, Macri esteve acompanhado de seu chefe de gabinete, Marcos Peña, e da futura ministra das Relações Exteriores, Susana Malcorra.

No Palácio do Planalto, Dilma os recebeu com o chanceler, Mauro Vieira, e o embaixador brasileiro em Buenos Aires, Everton Vargas. O encontro ocorreu em tom cordial e Macri reiterou que "confia nas instituições do país e na democracia brasileira".

A visita de Maurício Macri ao país já havia sido antecipada por ele mesmo em sua primeira coletiva de imprensa depois de ser confirmado como novo chefe de estado da Argentina.  Na ocasião, ele dissera que Brasília é "o principal sócio do futuro" da Argentina.

Nova diplomacia argentina

Entre suas próximas medidas, o novo presidente argentino já havia anunciado que irá invocar a cláusula democrática contra Venezuela na próxima Cúpula do Mercosul – prevista para o dia 21 de dezembro em Assunção (Paraguai) — e que proporá ao Congresso a invalidação do memorando de entendimento com o Irã.

Dilma já havia felicitado Macri por sua vitória e o convidou para "trabalharem juntos" em favor de uma relação mais próxima, tanto entre os dois países como no Mercosul. Contudo, nesta semana, ela destacou que a cláusula democrática do bloco "não pode ser usada com base em hipóteses", que é preciso "haver fatos concretos" no caso venezuelano.