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quinta-feira, 27 de maio de 2021

o que indica será necessário tomar vacina de ano em ano !

 'Tudo indica' que será necessária vacinação anual contra covid, diz Dimas Covas

'Tudo indica' que será necessária vacinação anual contra covid, diz Dimas Covas

Segundo o diretor do Instituto Butanta, "tudo indica" que haverá necessidade do reforço periódico da vacinação

Em depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid, o diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, admitiu a possibilidade de que a vacina contra covid-19 precise ser aplicada em doses anuais. Segundo ele, "tudo indica" que haverá necessidade do reforço periódico da vacinação.

"Na minha percepção, como cientista, como médico, tudo indica que haverá necessidade de doses anuais, de reforço, como é a da vacina da gripe, dado que essa infecção tem a possibilidade de se tornar endêmica tudo indica que isso vai acontecer. Algumas companhias já estão trabalhando na possibilidade dessa terceira dose, inclusive o Butantan, que desenvolve estudos para ter o reforço vacinal pelo menos uma vez ao ano", disse Covas nesta quinta-feira.

Tratativas sobre vacinas

No depoimento à CPI da Covid, o diretor do Instituto Butantan reforçou que a interferência do presidente Jair Bolsonaro na aquisição da Coronavac pelo governo provocou prejuízo nas negociações. À CPI, o ex-ministro Eduardo Pazuello afirmou que a posição de Bolsonaro não atrapalhou a compra. Segundo Covas, após o episódio, em outubro de 2020, não houve progresso nas tratativas até janeiro deste ano, quando foi fechado o primeiro contrato com o governo.

Na sessão, o relator da CPI, Renan Calheiros (MDB-AL), apresentou vídeos envolvendo o caso, tanto das manifestações de Bolsonaro como do então secretário-executivo do Ministério da Saúde, Élcio Franco. Após a fala do presidente, ele declarou que não havia intenção de comprar vacina chinesa, uma referência à Coronavac.

"Só foi contratada seis meses depois da primeira oferta", ressaltou Covas à CPI. "Então, de fato, questão da vacina não foi bem resolvida pelo País no ano passado. Houve atraso em relação a iniciativa de outros países, mercado global onde a quantidade é pequena e a demanda é enorme", disse ele.

Covas ainda destacou os efeitos de o governo não ter aceitado a primeira oferta, feita em julho do ano passado. "A não aceitação da primeira oferta significa 60 milhões até dezembro de 2020. A partir daí, essas idas e vindas foram dificultando o cronograma, não os quantitativos, porque o Butantan mantinha seu acordo para os 46 milhões, mas tinha condições de chegar aos 100 milhões de doses que poderiam chegar em maio. Como não houve essas definições, o cronograma passou para setembro porque a demanda por vacinas nesse momento era muito grande", disse Covas.

O diretor do Butantan comentou que, quando enfim o governo assinou o contrato, teria sido em consequência de outras iniciativas não terem dado certo, como a tentativa de buscar vacina na Índia e dificuldades com o imunizante da Astrazeneca. "Única disponível era a do Butantan", disse ele.

Covas respondeu também que a interlocução com o Ministério da Saúde sempre foi técnica, e que nunca tratou com o presidente diretamente sobre a compra da vacina. "O fato é que houve mudança, estávamos trabalhando (com área técnica do ministério) conjuntamente até inclusive para caminhar com MP para dar sustentação orçamentária a nossos pleitos, e a partir do dia 20 de outubro isso foi absolutamente interrompido, não houve progresso nessas tratativas", afirmou ele. "Nunca recebi ofício de fato que intenção de compra feita no dia 19 de outubro não era mais válida, mas depois daquilo não houve mais progresso", afirmou.

Decepção

Na CPI, o diretor do Instituto Butantan disse estar "decepcionado" com o tratamento que a instituição teve por parte do governo federal. "Questionar o Butantan significa questionar a saúde pública", afirmou Dimas Covas.

O relator Renan Calheiros apresentou uma série de vídeos feitos tanto por integrantes do Ministério da Saúde, quanto pelo presidente Jair Bolsonaro, no ano passado, e questionou Covas sobre a eficácia e a segurança da vacina contra covid-19 produzida pelo Instituto. Para o diretor, a "campanha" feita nas mídias sociais desqualificando a vacina trouxe prejuízos à imagem do instituto.

"Obviamente que quando começou a vacinação, foi a primeira vacina a ser usada, e é a que sustentou o PNI (Programa Nacional de Imunização) até muito recentemente, essa imagem mudou muito. Nós demos a resposta que era esperada do Butantan, nós não saímos do nosso trilho. Se houve dificuldade, foi por parte do ministério", completou Covas.

Na avaliação dele, as posições políticas, "de lado a lado" como colocou o relator da CPI, impediram a vacinação de milhões de pessoas em um prazo anterior ao iniciado no País. "Hoje, infelizmente, nós temos a segunda posição no mundo em número de óbitos. Poderia ter sido amenizada, poderia sim. Obviamente que não é o único pilar, existem outros pilares. Mas este é um pilar que poderia ter começado um pouco antes, sem dúvida nenhuma", declarou.

China

O diretor também reafirmou que as declarações contra a China que acontecem no Brasil atrapalham as negociações com o país asiático. "Obviamente isso se reflete nas dificuldades burocráticas, que eram normalmente resolvidas em 15 dias, hoje demoram mais de mês para serem resolvidas", disse.

Covas, no entanto, avaliou positivamente o trabalho realizado pelo ministro das Relações Exteriores, Carlos Alberto Franco França, que assumiu em março deste ano, após a saída do ex-chanceler Ernesto Araújo. Segundo o diretor, França "tem ajudado muito" na interlocução com a China e a farmacêutica chinesa Sinovac.

 Noticias:https://www.noticiasaominuto.com.br/brasil/1808105/tudo-indica-que-sera-necessaria-vacinacao-anual-contra-covid-diz-dimas-covas


quinta-feira, 25 de fevereiro de 2021

Nova variante da covid mais mortal surge na Califórnia !

 "O diabo está aqui": Variante californiana é mais transmissível e letal

A nova variante do coronavírus da Califórnia parece ser mais mortal, propaga-se mais facilmente e pode debilitar a eficácia da vacina, alertam especialistas. Os cientistas rotularam a estirpe como "o diabo" após descobertas alarmantes, reporta o jornal The New York Times.

A variante foi apelidada de B.1.427/B.1.429 e foi registada pela primeira vez na Califórnia, nos Estados Unidos, durante o inverno no país. Tendo entretanto já sido identificada na Austrália, Dinamarca, México e em Taiwan.

Tal como acontece com qualquer nova variante, a californinana contém novas mutações acerca das quais os cientistas estavam cientesde que poderiam dar-lhe uma vantagem significativa relativamente à estirpe 'original' do vírus.

Os dados apurados ainda estão sendo estudados por cientistas - as conclusões ainda não foram divulgadas numa publicação científica e revistas pelos seus pares - e estão causando preocupação.

Para efeitos daquela pesquisa, os investigadores analisaram 2.172 amostras do vírus recolhidasno estado da Califórnia entre setembro de 2020 e janeiro de 2021.

Durante este intervalo de tempo, a variante tornou-se a cepa mais dominante, com casos causados pela mesma a duplicar a cada 18 dias, informou o The New York Times.

Noticias:https://www.noticiasaominuto.com.br/lifestyle/1780426/o-diabo-esta-aqui-variante-californiana-e-mais-transmissivel-e-letal

 

terça-feira, 5 de janeiro de 2021

Anvisa diz que não houve pedido de uso emergencial de vacina

 Anvisa diz que não houve pedido de uso emergencial de vacina

Ontem a Anvisa disse que precisa de mais informações para liberar o uso emergencial das doses da vacina produzidas pelo Serum Institute.

Anvisa diz que não houve pedido de uso emergencial de vacina

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) disse hoje (5) que ainda não recebeu nenhum pedido de uso emergencial ou de registro definitivo de vacinas para covid-19 no Brasil. A informação foi dada após nova reunião com técnicos da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e do laboratório Astrazeneca.

 A reunião na manhã desta terça-feira tratou de questões sobre a autorização emergencial do uso das doses da vacina contra a covid-19, desenvolvida pela Astrazeneca em parceria com a Fiocruz. Segundo a Anvisa a troca de informações deve continuar nos próximos dias.

“A Anvisa tem atendido todos os laboratórios que estão desenvolvendo vacinas a fim de orientar e esclarecer questões técnicas para a avaliação de vacinas”, diz a nota.

No dia 31 de dezembro de 2020, a agência reguladora autorizou a importação, em caráter excepcional, de 2 milhões de doses da vacina britânica da Oxford, produzida em parceria com a Fiocruz no Brasil. As doses importadas são fabricadas pelo Serum Institute da Índia. No país asiático, o uso emergencial do imunizante já foi aprovado.

Ontem (4), em outra reunião, a Anvisa disse que precisa de mais informações para liberar o uso emergencial das doses da vacina produzidas pelo Serum Institute.

Entre as questões levantadas, a Agência quer saber se o produto do fabricante indiano é semelhante ao fabricado no Reino Unido, que teve os dados clínicos aprovados. A Anvisa também questiona se o método de produção e os materiais utilizados são os mesmos.

 

Noticia: noticiasaominuto

terça-feira, 22 de dezembro de 2020

três países são vetados a viagens por causa da covid-19

 


O Brasil, até o momento, não restringiu voos de nenhum dos países com casos da nova variação.

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Além do Reino Unido, outros três países foram alvo de restrições de viagens nesta segunda (21), para tentar conter uma mutação do novo coronavírus, que tem maior poder de contágio.

Os bloqueios atingem passageiros que estiveram na África do Sul, Dinamarca e Holanda, e foram determinados por países como Alemanha, El Salvador, Israel, Sudão, Suécia, Suíça e Turquia.

As restrições variam entre os governos: a Suíça, por exemplo, vetou apenas voos vindos da África do Sul e do Reino Unido. Já a Arábia Saudita fechou as fronteiras por completo, a qualquer estrangeiro, por uma semana.

Itália e Austrália também identificaram pessoas com a nova mutação. As medidas de restrição tomadas pelos países tem como objetivo exatamente dificultar a disseminação dessa variação que, por ser 70% mais infecciosa, acaba circulando com maior velocidade. No entanto, ainda é preciso fazer estudos mais aprofundados para confirmar esse dado.

Esta nova linhagem, chamada de B117, foi encontrada em maior quantidade no Reino Unido. Isso levou o governo britânico, no sábado (19), a reforçar o lockdown, às vésperas do feriado de Natal, quando há uma grande quantidade de viagens.

Depois do anúncio do premiê Boris Johnson, dezenas de países passaram a restringir temporariamente a entrada de pessoas vindas do Reino Unido. A lista somava mais de 30 nações no fim da manhã desta segunda (21) – na noite de domingo, eram apenas 13. Argentina, Alemanha, Arábia Saudita, Índia, Noruega e Rússia estão entre os países que anunciaram bloqueios.

Pesquisas iniciais apontam que a nova mutação tem maior habilidade para entrar nas células humanas, o que aumenta seu poder de contágio. Essa vantagem ocorre por alterações no chamado "spike", a parte usada pelo vírus para forçar a entrada nas células.

Mutações em vírus são corriqueiras. Conforme o patógeno se reproduz, as novas versões possuem detalhes levemente diferentes das anteriores, embora a maior parte siga igual. Hoje há várias versões do coronavírus circulando.

VACINAS

As vacinas são projetadas para gerar defesas no corpo capazes de atingir o vírus de várias formas. Assim, pequenas mudanças tendem a não afetar a eficácia delas.

As imunizações só precisam ser refeitas em caso de grandes mutações, o que parece não ser o caso atual. Autoridades de saúde disseram neste domingo que as vacinas atuais contra o coronavírus devem dar conta de combater essa nova versão.

 ENTENDA A MUTAÇÃO

 O que é essa variação?

Uma versão do novo coronavírus que tem maior facilidade para entrar nas células, o que a torna mais contagiosa. O governo britânico disse que essa versão é 70% mais transmissível do que as anteriores, mas os estudos ainda são preliminares.

Como ela surgiu?

Os vírus se multiplicam dentro das células humanas, fazendo novas versões de si mesmos. Essas "cópias" costumam ser ligeiramente diferentes da versão que as originou. Assim, o surgimento de novas variações já era esperada pelos cientistas.

 As vacinas darão proteção contra essa nova mutação?

Há quase certeza que sim. Uma mudança capaz de fazer o vírus resistir às vacinas deve levar anos para ocorrer.

noticias:https://www.noticiasaominuto.com.br/mundo/1762360/mais-tres-paises-sao-alvo-de-vetos-a-viagens-para-conter-mutacao-do-coronavirus


sexta-feira, 17 de abril de 2020

Bolsonaro dá posse ao novo ministro da Saúde

Bolsonaro dá posse ao novo ministro da Saúde

Nelson Teich substitui Luiz Henrique Mandetta


O presidente Jair Bolsonaro deu posse hoje (17) ao novo ministro da Saúde, Nelson Teich, e pediu que ele busque uma alternativa para poupar vidas e ao mesmo tempo evitar o aumento do desemprego da população, em meio às medidas de restrição do comércio em todo o país por causa da pandemia do novo coronavírus (covid-19). A cerimônia foi no Palácio do Planalto e contou com a presença do ex-ministro Luiz Henrique Mandetta, demitido ontem (16) do cargo de ministro da Saúde.

“Não queremos vencer a pandemia e chamar o doutor Paulo Guedes [ministro da Economia] para solucionar as consequências de um povo sem salário, sem dinheiro e quase sem perspectivas em função de uma economia que está sofrendo muito reveses”, disse o presidente.

“Junte eu e o Mandetta e divide por dois, pode ter certeza que você vai chegar naquilo que interessa para todos nós”, disse Bolsonaro ao novo ministro.
Em seu discurso, o presidente lembrou que ele e Mandetta vinham divergindo sobre os caminhos para o combate à pandemia da covid-19. O ministro se alinhava às orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS) pela adoção de um isolamento social mais forte, enquanto o presidente defende a abertura do comércio como forma de evitar impactos na economia e o desemprego na população.

“Tenho certeza que o Mandetta deu o melhor de si. Aqui não tem vitoriosos nem derrotados, a história, lá na frente, vai nos julgar. Essa briga de começar a abrir o comércio é um risco que eu corro, porque se agravar vem pro meu colo”, disse Bolsonaro, acrescentando “a minha visão é um pouco diferente do ministro, que está focado no seu ministério, a minha visão tem que ser mais ampla. […] Tenho que buscar aquilo que, segundo o povo que acreditou em mim, deve ser feito”.

O ex-ministro Mandetta fez um balanço das ações realizadas pelo Ministério da Saúde durante sua gestão de 16 meses, como o lançamento do Médicos pelo Brasil e o fortalecimento da atenção primária. Para o combate ao novo coronavírus, ele destacou as parcerias para ampliação da produção de respiradores e de oferta de testes diagnósticos.

“A Fiocuz [Fundação Oswaldo Cruz] se revela mais que nunca necessária à própria soberania do país”, afirmou Mandetta se referindo à produção de kits de testes e à necessidade de lançamento de um complexo industrial para produção de vacinas.

Busca de informação

O novo ministro da Saúde, Nelson Teich, destacou que ainda há uma pobreza de informações sólidas sobra a covid-19, sua evolução e tratamentos. “Isso leva a um nível de ansiedade que é enorme. Então a gente vive não só um problema clínico, de cuidar da doença, mas de administrar todo o comportamento de uma sociedade que está com medo”, disse, explicando que vai trabalhar, por meio da informação e do conhecimento, para a construção de uma solução.

Ontem (16), durante o anúncio de que seria o novo ministro da Saúde, Teich defendeu um programa de testagem da população para o novo coronavírus, com o objetivo de mapear os infectados e acelerar o fim do isolamento social em vigor no país.

Segundo dados Ministério da Saúde, do dia 13 de abril, a pasta informou ter distribuído aos estados pouco mais de 1 milhão de kits de testes rápidos, número ainda insuficiente para uma testagem em massa da população.
Hoje Teich disse que quer juntar as informações da saúde e de outros ministérios para “olhar o que está faltando e desenhar um programa para que a gente entenda o que está acontecendo. O problema do desconhecimento é porque as suas decisões são mais do que se imagina, do que ter uma visão clara do que vai acontecer na frente”.

Teich ressaltou que quer trabalhar integrado diariamente com os demais ministérios e com estados e municípios para dar agilidade na resposta de problemas que vão surgindo.

A busca por um remédio para o tratamento da covid-19 também está no radar do novo ministro. “Faremos uma avaliação precoce de como estão as pesquisas para, numa posição privilegiada de ministério, antecipar possíveis informações para que a gente consiga antecipar e ter acesso a medicamentos que vão ajudar nisso”, disse.

O foco do combate ao novo coronavírus, segundo Teich, é nas pessoas, sem descuidar da atenção para outros problemas de saúde da população e do período de novas doenças, como dengue e influenza. “Por mais que se fale em saúde e economia, não importa o que você falar, o final é sempre gente”, disse.

Perfil

O novo ministro da Saúde é médico oncologista e empresário do setor. É natural do Rio de Janeiro, formado pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj), com especialização em oncologia no Instituto Nacional de Câncer (Inca). Também é sócio da Teich Health Care, uma consultoria de serviços médicos.

Teich chegou a atuar como consultor informal na campanha eleitoral de Bolsonaro, em 2018, e foi assessor no próprio Ministério da Saúde, entre setembro do ano passado e janeiro deste ano.

Edição: Juliana Andrade