sábado, 27 de outubro de 2018

Salve Didi, craque brasileiro


Bicampeão mundial, Maestro Didi completaria nove décadas
08/10/2018 às 11:43 | Assessoria CBF
Maior personificação da mais pura classe dentro das quatros linhas, o eterno maestro Didi completaria 90 anos nesta segunda-feira (8)







Este oito de outubro amanhece sob ares de nobreza dentro do futebol brasileiro. Maior personificação da mais pura classe dentro das quatros linhas, o eterno maestro Didi completaria 90 anos nesta segunda-feira (8). Bicampeão mundial com a Seleção Brasileira na Suécia (1958) e no Chile (1962), o Maestro abrilhantou não só a história da Amarelinha, mas também dos clubes por onde desfilou sua categoria com a bola nos pés. 

O Maestro dava o tom quando entrava em campo. Eram seus pés que ditavam o ritmo das partidas. Sua genialidade não fazia cerimônia: os toques magistrais, a visão de jogo brilhante e o absoluto controle dos movimentos de campo colocavam a batuta do futebol nas mãos de seu mais digno regente. Pela Seleção Brasileira, disputou três Copas do Mundo: 1954, 1958 e 1962. Eliminado nas Quartas de Finais em sua primeira participação em Mundiais, Didi se sagrou campeão nas duas outras edições em que defendeu o Brasil. Essencial para o bicampeonato, o maestro da Amarelinha foi nomeado o melhor jogador da Copa de 1958, fato que lhe rendeu o apelido de “Mr. Football”, tamanha sua dominância no campo de jogo. O craque disputou 15 partidas em Mundiais: foram 11 vitórias, três empates e apenas uma derrota, com três gols anotados pelo Maestro. Em toda trajetória pela Verde e Amarela, desfilou sua cadência refinada em 75 oportunidades.

Dono de uma elegância sobrenatural no trato com a bola, o jovem Waldir Pereira iniciou sua trajetória profissional em 1946 no Americano-RJ, clube de Campos dos Goytacazes (RJ), cidade natal do gênio. Três anos mais tarde, chegou ao Fluminense-RJ, onde ganhou projeção nacional e passou a encantar o Brasil com sua magia. Desde o começo, Didi provava estar destinado a marcar seu nome no futebol brasileiro. Foi do craque o primeiro gol da história do Maracanã, anotado na abertura do estádio em 1950. Defendeu ainda as camisas de grandes clubes como Botafogo, São Paulo e Real Madrid (ESP). Didi também ficou eternizado no futebol como o inventor da “Folha Seca”, uma maneira de bater na bola que tornava a trajetória da finalização imprevisível, como o movimento de uma folha seca ao cair. Mais um exemplo da genialidade e dos toques mágicos criados a partir dos pés do “Mr. Football”.

O bicampeão mundial se aposentou dos gramados em 1966, e seguiu para a área técnica. Como treinador da seleção peruana, classificou o país para a Copa do Mundo de 1970. Treinou ainda diversos clubes brasileiros e estrangeiros até se aposentar de vez do futebol. O “Príncipe Etíope”, apelido cunhado pelo dramaturgo Nelson Rodrigues em alusão ao porte físico e categoria do craque, faleceu em maio de 2001, vítima de um câncer.

Sinônimo-maior de elegância e classe em campo, Didi deixou sua marca na história do futebol brasileiro. Gênio de estilo único e particular, virou um craque bossa-nova: aportou requinte à simplicidade e fez do toque de bola sua melodia mais ritmada. 
A CBF recorda calorosamente a memória de Didi, bicampeão mundial e eterno maestro da Amarelinha!





sexta-feira, 5 de outubro de 2018

O Brasil fazendo a coisa certa


Brasil concede nacionalidade a duas irmãs apátridas
Publicado em 04/10/2018 - 16:28
Por Paulo Victor Chagas* - Repórter da Agência Brasil Brasília



O governo concedeu hoje (4) a nacionalidade brasileira às primeiras pessoas reconhecidas como apátridas na história do Brasil. Maha e Souad Mamo foram naturalizadas brasileiras em Genebra, na Suíça, durante encontro da Agência da Organização das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR). A entrega do documento de nacionalidade foi feito pelo coordenador-geral do Comitê Nacional para os Refugiados (Conare), Bernardo Laferté, e pela representante permanente do Brasil junto à ONU, embaixadora Maria Nazareth Farani Azevêdo.

Em junho, as duas irmãs tiveram a condição de apátrida (em que o indivíduo não tem nacionalidade reconhecida) confirmada pelo governo brasileiro, no primeiro processo que teve como base a Lei de Migração, que entrou em vigor no ano passado. Antes da nova legislação, a designação de “apátrida” não existia no ordenamento jurídico do Brasil.

 Governo concede a nacionalidade brasileira a duas apátridas. As beneficiadas foram as irmãs Souad e Maha Mamo. - Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Segundo o ministro da Justiça, Torquato Jardim, a primeira naturalização de apátridas simboliza um momento “histórico” para o país. “Ao conceder a nacionalidade brasileira a Maha e Souad Maho, o Brasil reafirma sua tradição de acolhimento aos vulneráveis e desassistidos e dá um exemplo ao mundo de que foi, e sempre será, um país comprometido com a erradicação da apatridia”, afirmou, durante a solenidade.

Nascidas no Líbano, as duas irmãs não puderam ser registradas no país, porque lá se exige que os nascidos sejam filhos de pais e mães libaneses. Seus pais, de nacionalidade síria, também não puderam registrá-las no país de origem. Na Síria, crianças só são registradas por pais oficialmente casados, o que não era o caso deles.

De acordo com a Agência da Organização das Nações Unidas para Refugiados (Acnur), cerca de 10 milhões de pessoas em todo o mundo não têm nacionalidade. Por isso, são consideradas apátridas. Por falta de uma certidão de nascimento e outros documentos de identidade, muitas vezes elas são impedidas de frequentar escola, consultar um médico, trabalhar, abrir uma conta bancária, comprar uma casa ou se casar.

A nova Lei de Migração dispõe sobre medidas protetivas para os apátridas, facilitando garantias de inclusão social e naturalização simplificada para os cidadãos sem pátria. A legislação segue convenções internacionais de respeito aos apátridas e busca, com o direito a solicitar nacionalidade, reduzir o número de pessoas nessa situação. Caso os apátridas não queiram solicitar naturalização imediata, terão residência no país aceita em definitivo. Mesmo que a condição de apátrida não seja reconhecida por algum motivo, o que cabe recurso, o indivíduo não poderá ser devolvido para países onde sua vida, liberdade ou integridade pessoal estejam em risco.

 
*Colaborou Pedro Rafael Vilela

Matéria alterada às 18h10 do dia 4/10/2018 para ajuste de informações
Edição: Lílian Beraldo


sexta-feira, 7 de setembro de 2018

Craque de muitas alegrias aos brasileiros


Vinicius Júnior treina os titulares do Real Madrid em jogo-treino contra o Castilla e se destaca









Com muitos jogadores do Real Madrid servindo às suas seleções, o atacante Vinicius Júnior ganhou uma chance entre os titulares no jogo-treino desta quinta-feira, contra o Castilla (Real B). E, segundo o jornal “As”, o garoto foi muito bem.

Vinicius formou o ataque com Mariano Díaz e Benzema e participou dos principais lances de perigo do time, que derrotou o Castilla sem problemas. Mariano, outro destaque da atividade, marcou duas vezes e Benzema fez um gol. Marcelo também foi bem. 

Vale lembrar que Vinicius ainda não fez a sua estreia oficial com a camisa do Real Madrid. Ele foi relacionado para os dois primeiros jogos da temporada, mas ficou no banco de reservas. Vinicius foi aproveitado apenas pelo Castilla.

Na última rodada da Terceira Divisão do Campeonato Espanhol, ele foi o destaque do empate com o Atlético de Madrid B com dois belos gols. No jogo deste fim de semana, contra o Adarve, fora de casa, Vinicius não deve ser relacionado. 

Já o Real Madrid só entra em campo no dia 15 de setembro para enfrentar o Athletic Bilbao, fora de casa, pelo Campeonato Espanhol.