segunda-feira, 11 de março de 2019

Tragedia em Brumadinho


Vale terá de apresentar relatório sobre Brumadinho até 4 de abril
Publicado em 11/03/2019 - 08:04
Por Agência Brasil Brasília


 



A mineradora Vale, responsável pela barragem Mina Córrego do Feijão em Brumadinho, a 57 quilômetros de Belo Horizonte (MG), tem até 4 de abril para apresentar em juízo um relatório parcial sobre os repasses de pagamentos para os atingidos pela tragédia, causada pelo rompimento em 25 de janeiro. Mas, antes, terá de apresentar informações detalhadas sobre pedidos de urgência e abastecimento da região.

A ordem foi definida durante audiência de conciliação na 6ª Vara da Fazenda Estadual de Belo Horizonte há cinco dias. No próximo dia 4 haverá outra audiência de conciliação, às 14h as informações são do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG).


No último dia 7, a audiência contou com a participação de representantes do MPMG, Ministério Público Federal, das defensorias públicas da União e do Estado, da Advocacia-Geral do Estado e do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), além dos representantes da mineradora.


Decisões
Na audiência ficou acordado que cada núcleo familiar do Córrego do Feijão e do Parque da Cachoeira receberá uma cesta básica por mês, durante 12 meses. A Vale e o estado de Minas Gerais fecharam um acordo para que a contratação de produtos ou serviços necessários, bem como as despesas emergenciais relacionadas ao rompimento, sejam feitas extrajudicialmente.


O valor de R$ 1 bilhão continua como garantia, dos quais R$ 500 milhões foram depositados em juízo. Os outros R$ 500 milhões poderão ser substituídos por garantias com liquidez corrente, fiança bancária ou seguros.

Síntese
O promotor de Justiça do MPMG André Sperling fez uma síntese sobre os resultados da audiência, citando que a Vale concordou em receber e utilizar os documentos juntados pelas comunidades do Córrego do Feijão e do Parque da Cachoeira, entregues ao Ministério Público e à Defensoria Pública.

O material passará por análise para o início dos pagamentos. As partes informaram e-mail para recebimento da lista de eleitores da Comarca de Brumadinho, para cruzamento de dados e posterior pagamento às vítimas.


Datas
A Vale tem até o dia 19 para se manifestar sobre os pedidos de urgência, e a análise da necessidade dessas medidas será feita pelas partes na audiência do dia 21. Nessa etapa, a empresa deve apresentar um relato da documentação individual dos atingidos e demonstrar que não haverá falta de água.


No dia 21, a mineradora deve informar se o abastecimento de água pode ser suprido nas cidades que dependiam da captação do Rio Paraopebas. No mesmo dia, a empresa deve demonstrar a atuação nos acessos públicos atingidos pelo rompimento da barragem, incluindo a ponte da Fazenda José Linhares. 

Impactos
A tragédia ocorreu por volta do meio-dia de 25 de janeiro, quando muitos funcionários da Vale almoçavam. A barragem se rompeu e transformou a região da Mina Córrego do Feijão em um mar de lama. As buscas por desaparecidos continuam. Mais de 300 pessoas foram atingidas diretamente, e cerca de 190 corpos localizados.
Saiba mais

Edição: Renata Giraldi e Graça Adjuto 

Tags: brumadinho rompimento de barragem Vale relatório Justiça

sábado, 24 de novembro de 2018

Mas não somos campeões


Defesa não leva gols no segundo semestre
21/11/2018 às 00:45 | Seleção Masculina Principal
Em seis amistosos, Seleção Brasileira não leva gols e balança as redes adversárias em 12 oportunidades





Créditos: Lucas Figueiredo/CBF


Após a Copa do Mundo de 2018, a Seleção Brasileira retornou aos gramados logo no mês de setembro. Foram dois amistosos para reiniciar o trabalho, já de olho na disputa da Copa América de 2019. Nesta terça-feira (20), o Brasil encerrou o ano de 2018 e esse período nomeado por Edu Gaspar, coordenador de Seleções, de "curto prazo".

Foram três períodos de Data FIFA e seis jogos disputados nesta etapa. Tite aproveitou para observar atletas e dar oportunidade a quem já vinha no radar da Seleção Brasileira. Jogadores como Richarlison, Allan, Andreas Pereira, Pablo, Malcom, Éder Militão, Éverton, Lucas Paquetá e os três goleiros da Sub-20 (Hugo, Phelippe e Brazão) tiveram suas primeiras convocações para a Seleção Principal.

Nos seis jogos em que entrou em campo, a Seleção Brasileira não foi vazada em nenhum deles. No gol, Alisson e Éderson se revezaram. Na dupla de zaga, Marquinhos, Miranda, Thiago Silva, Dedé, Pablo, Éder Militão e Felipe foram utilizados. Ninguém foi capaz de balançar as redes brasileiras.

Do outro lado, a média brasileira foi de dois gols por jogo. A goleada por 5 a 0 em cima de El Salvador contribuiu para esta estatística, mas o fato é que o Brasil controlou todos os adversários neste segundo semestre. Em 2019, a próxima Data FIFA está marcada para março.

BRASIL PÓS-COPA DO MUNDO DE 2018
Brasil 2 x 0 Estados Unidos
Brasil 5 x 0 El Salvador
Brasil 2 x 0 Arábia Saudita
Brasil 1 x 0 Argentina
Brasil 1 x 0 Uruguai
Brasil 1 x 0 Camarões

sábado, 27 de outubro de 2018

Salve Didi, craque brasileiro


Bicampeão mundial, Maestro Didi completaria nove décadas
08/10/2018 às 11:43 | Assessoria CBF
Maior personificação da mais pura classe dentro das quatros linhas, o eterno maestro Didi completaria 90 anos nesta segunda-feira (8)







Este oito de outubro amanhece sob ares de nobreza dentro do futebol brasileiro. Maior personificação da mais pura classe dentro das quatros linhas, o eterno maestro Didi completaria 90 anos nesta segunda-feira (8). Bicampeão mundial com a Seleção Brasileira na Suécia (1958) e no Chile (1962), o Maestro abrilhantou não só a história da Amarelinha, mas também dos clubes por onde desfilou sua categoria com a bola nos pés. 

O Maestro dava o tom quando entrava em campo. Eram seus pés que ditavam o ritmo das partidas. Sua genialidade não fazia cerimônia: os toques magistrais, a visão de jogo brilhante e o absoluto controle dos movimentos de campo colocavam a batuta do futebol nas mãos de seu mais digno regente. Pela Seleção Brasileira, disputou três Copas do Mundo: 1954, 1958 e 1962. Eliminado nas Quartas de Finais em sua primeira participação em Mundiais, Didi se sagrou campeão nas duas outras edições em que defendeu o Brasil. Essencial para o bicampeonato, o maestro da Amarelinha foi nomeado o melhor jogador da Copa de 1958, fato que lhe rendeu o apelido de “Mr. Football”, tamanha sua dominância no campo de jogo. O craque disputou 15 partidas em Mundiais: foram 11 vitórias, três empates e apenas uma derrota, com três gols anotados pelo Maestro. Em toda trajetória pela Verde e Amarela, desfilou sua cadência refinada em 75 oportunidades.

Dono de uma elegância sobrenatural no trato com a bola, o jovem Waldir Pereira iniciou sua trajetória profissional em 1946 no Americano-RJ, clube de Campos dos Goytacazes (RJ), cidade natal do gênio. Três anos mais tarde, chegou ao Fluminense-RJ, onde ganhou projeção nacional e passou a encantar o Brasil com sua magia. Desde o começo, Didi provava estar destinado a marcar seu nome no futebol brasileiro. Foi do craque o primeiro gol da história do Maracanã, anotado na abertura do estádio em 1950. Defendeu ainda as camisas de grandes clubes como Botafogo, São Paulo e Real Madrid (ESP). Didi também ficou eternizado no futebol como o inventor da “Folha Seca”, uma maneira de bater na bola que tornava a trajetória da finalização imprevisível, como o movimento de uma folha seca ao cair. Mais um exemplo da genialidade e dos toques mágicos criados a partir dos pés do “Mr. Football”.

O bicampeão mundial se aposentou dos gramados em 1966, e seguiu para a área técnica. Como treinador da seleção peruana, classificou o país para a Copa do Mundo de 1970. Treinou ainda diversos clubes brasileiros e estrangeiros até se aposentar de vez do futebol. O “Príncipe Etíope”, apelido cunhado pelo dramaturgo Nelson Rodrigues em alusão ao porte físico e categoria do craque, faleceu em maio de 2001, vítima de um câncer.

Sinônimo-maior de elegância e classe em campo, Didi deixou sua marca na história do futebol brasileiro. Gênio de estilo único e particular, virou um craque bossa-nova: aportou requinte à simplicidade e fez do toque de bola sua melodia mais ritmada. 
A CBF recorda calorosamente a memória de Didi, bicampeão mundial e eterno maestro da Amarelinha!